Fluxo de caixa para autônomos: como manter as finanças organizadas

Finanças para empresas - 14 de Maio de 2019
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Você deve estar cansado de ouvir que controle financeiro pessoal é fundamental para alcançar sonhos e objetivos, certo? Pois saiba que manter as contas em ordem ajuda (e muito) quem trabalha como autônomo. Um instrumento que facilita essa organização, usado por empresários e empreendedores, é conhecido como fluxo de caixa. Já ouviu falar dele? Se você respondeu “não”, vamos te explicar como essa ferramenta é importante para autônomos.

Basicamente, o fluxo de caixa representa o movimento de entradas e saídas de dinheiro do caixa de uma empresa em um determinado período. Em outras palavras, é o retrato do quanto você recebe e quanto paga no dia a dia do seu negócio.

Isso vale para todo tipo de empresa, inclusive para quem é autônomo ou microempreendedor individual (MEI). Pare e pense: qual o montante de dinheiro recebido por mês? E a quantia paga mensalmente? Para chegar a esses números, é importantíssimo manter o controle detalhado dos ganhos e gastos.

Ao montar um fluxo de caixa, você vai conseguir identificar quanto “sobrou”, ou melhor, o saldo disponível para eventuais emergências ou mesmo para guardar dinheiro já sabendo que determinados períodos são mais fracos para seu negócio, por exemplo. Portanto, o resultado do fluxo de caixa é justamente esse montante de saldo, que pode estar em dinheiro ou em uma conta corrente.

Conta PJ ajuda a separar finanças

Aliás, separar as finanças pessoais das contas da empresa é recomendação unânime de planejadores e consultores financeiros.

Uma dica simples e fácil para deixar cada um no seu quadrado é ter uma conta corrente para pessoa física (aquela que você movimenta para ir ao cinema, fazer as compras no supermercado etc.) e uma conta corrente para pessoa jurídica (que vai servir para comprar materiais para seu negócio, pagar fornecedores etc).

Na Neon, temos uma conta PJ gratuita, aberta 100% online e com cartão (físico e virtual) para fazer compras. Dá só uma olhada!

Como montar um fluxo de caixa

Assim como o orçamento pessoal ou familiar, o fluxo de caixa do seu negócio pode ser montado em um caderninho com lápis ou caneta, mas também por meio de uma planilha ou programas de gestão empresarial. No caso da conta Neon, ela já exibe o saldo da conta de um jeito que facilita muito a gestão do fluxo de caixa.

Adote o instrumento que for melhor e mais conveniente para o seu caso. O importante, mesmo, é ter disciplina e organização para manter o fluxo de caixa sempre atualizado.

Compras e vendas à vista e a prazo

Para manter as finanças organizadas, é fundamental separar todos os recebimentos em “vendas à vista” e “vendas a prazo”. Os pagamentos também devem ser divididos em “compras à vista” e “compras a prazo” – importante incluir outros pagamentos, se for o caso. Em outro campo da planilha ou do caderninho, registre todos os pagamentos e recebimentos previstos, isto é, aqueles que você já sabe que vai pagar ou receber em algum momento.

Contas a pagar e a receber

Em “contas a pagar” e “contas a receber”, detalhe todos os compromissos já assumidos dando “nome aos bois”, com valores (mesmo que estimados). Por exemplo: salário de funcionários em “contas a pagar” e vendas à vista em “contas a receber”.

Não sabe quanto vai pagar de conta de luz, internet ou impostos? Faça uma estimativa com base nos meses anteriores. Pode ser um valor médio. Por exemplo, se o valor pago de energia elétrica durante o ano todo somou R$ 540, divida essa quantia por 12 e chegará em uma média de R$ 45 por mês. Ajuste sempre que precisar.

A regrinha de fazer estimativas serve também para o cálculo do valor das vendas à vista. Nesse caso, uma dica é conhecer o comportamento do seu consumidor e, claro, o quanto a demanda pelo negócio varia mês a mês. Em vez de apenas fazer uma média das vendas diárias, lembre-se de que seu produto ou serviço vende mais ou menos em determinadas épocas do ano. O ideal, segundo especialistas, é ser conservador nas estimativas para não ter “surpresas” com um resultado abaixo do projetado.

O que incluir na conta do fluxo de  caixa?

Se você está em dúvida sobre o que considerar como “recebimento” ou “pagamento”, dá uma olhada nos exemplos abaixo!

Recebimentos: nessa lista, devem ser relacionadas todas as vendas à vista e a prazo (se achar melhor, separe por meios de pagamento. Por exemplo, cartão de débito, crédito, cheque, dinheiro etc.). Rendimentos de aplicações financeiras e outros recebimentos (desde que relacionados ao negócio, claro) precisam fazer parte desse item.  

Pagamentos: nessa lista devem ser considerados desde gastos básicos, como conta de luz, água, telefone, internet, impostos, contador, materiais de escritório, até empréstimos ou dívidas contraídas, inclusive para fazer investimentos com o objetivo de ampliar o negócio. Despesas com pacotes de manutenção da conta bancária também entram, mas a boa notícia é que se você está lendo este texto nem precisará se preocupar com isso, afinal a conta Neon Pejota não tem mensalidade.

Agora que você conhece o conceito e funcionamento do fluxo de caixa, ficará muito mais fácil de gerenciar as finanças. Além de registrar tudo o que entra e tudo o que sai, vale reforçar uma dica bem importante: disciplina. O hábito só se torna hábito, mesmo, se houver treinamento constante. No começo, pode parecer chato, enfadonho, mas anota aí: o resultado será medido pela tranquilidade.

Quer ir além do fluxo de caixa e profissionalizar sua empresa mesmo que ela só tenha um funcionário? Aprenda a fazer um planejamento financeiro para o seu negócio agora mesmo.

Ficou com dúvida? Quer compartilhar alguma experiência sobre fluxo de caixa? Manda aí pra gente! ☺
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